sábado, 2 de novembro de 2013

Poesia:

SÓ SEI QUE FOI ASSIM!

A água da chuva
Que tanto demora
Chegava e ia embora
Sem esperar o verão
Deixando o sertão
Entregue a sorte
E o sertanejo tão forte
Passando aflição

A nossa região
Afogada em magoas
E as águas passavam
Sem o povo beber
Precisando sem ter
Como armazenar

E para a água ficar
Nas veredas dos potes
Foi preciso o povo forte
Se organizar

Criar a ASA se articular
Propor e fazer
A esperança vencer
Derrotar o medo
E a dádiva de São Pedro
Encontrou guarida
Na luta das vidas
Secas e sofridas
Da fauna e da flora

E a chuva chegando agora
Na trovoada
Tem CISTERNA DE ENXURRADA
E BARREIRO TRINCHEIRA
Se fugir da biqueira
Correndo no chão
Tem CISTERNA DE CALÇADÃO
Para guardar
Quando penetrar
No subsolo
Sem protocolo
De forma espontânea
A BARRAGEM SUBTERRÂNEA
Vai acumular
Manter a umidade
Para a comunidade
Consciente plantar

Fazer a Nação avançar
Unida sem cerca
Para que o Nordeste não perca
A fé de se molhar
E quem sabe secar
A indústria da seca.

*ASA: Articulação do Semi-Árido

José Tenório dos Santos
(Zé de Ló)

Um comentário:

Izabel Cristina disse...

Muito Lindo, Parabéns Tenório!!!